Resposta à Pergunta Clássica..

'Então.. como foi o dia?'
Foi qualquer coisa como isto..









(27.Agosto.2011)

Adios Madrid

Foram poucos os dias em Madrid mas a intensidade de tudo o que nos aconteceu daria um post imenso. Os irmãos espanhóis despediram-se com uma melodia que entoava…

‘No te vallas todavía, no te vallas por favor
no te vallas todavía que hasta la guitarra mía
llora cuando dice adiós

Algo se muere en el alma, cuando un amigo se va,
Y va dejando una huella que no se puede borrar

Un pañuelo de silencio a la hora de partir,
Porque hay palabras que hieren y no se deben decir.

El barco se hace pequeño cuando se aleja en el mar,
Y cuando se va perdiendo que grande es la soledad

Ese vacío que deja el amigo que se va
Es como un pozo sin fondo que no se vuelve a llenar’


Deixo-vos resumido numa frase a síntese do que estas Jornadas foram para mim.

‘Se Me seguires a luta desaparece.
Vive no teu espaço divino e os acontecimentos, um por um, tornam-se bênçãos.’


(19-22 Agosto, JMJ, Madrid)

De mochila às costas…

…estou de partida para Madrid.

Tal como quando fiz o Crisma, a pergunta que mais oiço é: Porquê?
Eis a resposta…


(Madrid, Agosto 2011)

É possível ..

.. receber a notícia de que alguém partiu com serenidade??
Sim, porque inútil não foi a última palavra.

Até sempre Paul..

É Sexta-feira..

.. e apesar do cansaço o coração está sereno depois de uma missão cumprida.

Trânsito.. pouco.
Entusiasmo.. de sobra.

Uma letra e um número traduzem muitas melodias que nos tornam incapazes de sentar um segundo que seja.


Pergunta:
Haverá melhor forma de terminar uma semana de trabalho???
Resposta:
Siiiiim!
Como? .....
Com ‘Snaties’ caseiros!


(12.Agosto.2011)

Tróia

'A verdadeira viagem da descoberta consiste não em buscar novas paisagens, mas em ter olhos novos.'
(Marcel Proust)


(Agosto 2011)

Toques na Alma

O mundo ‘terreno’ tem-me mantido afastada das conversas com o Mar mas graças ao Paul, o americano do sorriso já (re)conhecido, retomei estas conversas e hoje entendo a imensa falta que me fazem.

O resumo da conversa de hoje ao final do dia..

‘Se crescemos com os golpes duros da vida, também podemos crescer com os toques suaves na alma.’

(10.Agosto.2011)

Pela estrada fora..

Há tempo para reflectir e arriscar dizer..

“Eu sou da raça dos que mergulham de olhos abertos”
(Sophia de Mello Breyner)

(1.Agosto.2011)

Living On A Prayer

Parque da Belavista.
Mais de 60 mil pessoas. Eu fui delas graças à minha A.M.

O momento alto da noite, tal como esperado, foi este..



Uma das músicas mais emblemáticas da minha adolescência.
Só hoje me apercebi do título: Vivendo em Oração.
Giro, muito giro!

(31.Julho.2011)

O Sorriso de um Desconhecido

No balanço destes dias concluo o quão ricos têm sido em dádivas.
Coisas pequenas do tamanho de um grão de areia e breves como bolas de sabão.
Gestos que nutrem o que alguém descreveu ser a minha forma ‘positiva e mágica em relação à vida’.

Alguns diriam que foram as circunstâncias desta vida que ontem cruzaram no meu caminho um americano da Califórnia, outrora engenheiro de aviões, cuja fé o levou a escolher Portugal para passar os últimos anos da sua vida.

A estas circunstâncias, acasos e coincidências eu dou outro nome claro!

P. já não tem esses anos. Restam-lhe semanas ou talvez dias.
Recusou o internamento e com uma voz sumida mas de convicção forte assume que apenas lhe resta esperar. Poderia ter feito mil discursos para o dissuadir tal como fizeram os médicos mas fui incapaz.

Não consigo definir o que me levou a sair da cama como se tivesse uma mola às 4:13h desta madrugada para que este americano de olhos tristes mas doces não ficasse abandonado à porta de um hospital.



Certo é, que por muito que viva, vou sempre recordar a graça de receber o sorriso daquele desconhecido que me viu chegar e que esquecendo o sofrimento em que estava insiste em fazer-me saber que ‘a menina que chega a meio da noite tem o mesmo nome da minha irmã gémea’.

(30.Julho.2011)