Começa a tornar-se um hábito, mas de novo, um grande amigo enviou-me uma imagem que não resisto a colocar aqui.
Olhei para ela e sorri, e o meu sorriso, enviou à ponta dos meus dedos a seguinte mensagem:
É certo que os relógios não param. É certo que os dias não deixam de acontecer. A minha escolha? Aqui permanecer, inabalável, alimentando os nossos afectos.
Adoro Peniche, e todos os dias que acordo nesta cidade sinto-me verdadeiramente em casa. Porém, hoje chegou-me uma imagem que me fez ter Saudades de Lisboa.
Saudades de Alfama. Saudades de ir caminhando na rua a seguir à Sé de Lisboa e ter os meus meninos a atirarem-se ao meu pescoço e a gritarem o meu nome com alegria e entusiasmo.
Lamento não dar crédito ao fotógrafo, mas deixo-lhe a minha gratidão por me fazer recordar os sorrisos que coloquei em caras como a desta menina da foto.
Hoje é o aniversário de uma amiga de há 24 anos! Com ela:
- Partilhei a mesa na escola, - Brinquei ao ‘Jobiiiiim’ no Pátio do Museu da Arte Popular! (Oh amiga… ainda hoje não sei porque gritávamos aquela palavra que nem doidas!) - Simulei telediscos das nossas bandas favoritas, - Fiz barcos de papel na baía de Cascais, - Aprendi o que era tofu, - Andei à caça de bruxas no mato do Alentejo, - Levei um recado de mau comportamento dado pela professora de Ciências. As mães nunca souberam pois falsificámos a assinatura! He he! Hoje é giro ter 31 anos e já poder contar estas coisas! :P
Feliz Aniversário Amiga JD! Segue alegre com uma paleta de cores na tua mão, pincelando da própria alma e saboreando a tua essência.
.. estava num avião a caminho de Paris. Levava (entre outros) um objectivo concreto na bagagem. Hoje sei que não o cumpri.
Hoje estou grata por isso.
Fui reler o meu diário de bordo da viagem, e neste dia escrevi algo que poderia ter escrito hoje.
‘(…) na bagagem tenho Sonhos e Saudade. Uma enorme vontade de nascer de novo. O silêncio não conforta mas de momento é tudo o que tenho. Assim, como é bom estar aqui. Agora. Que maravilhoso presente é Viver. Sem Destino. Sem Rumo. Sem nada a esperar a não ser, ser surpreendida pelo que o Universo tem para me oferecer’.
365 dias depois, as palavras são as mesmas, e no entanto tanto mudou. É giro não é?
Os últimos dois dias de trabalho têm sido marcados por ‘Encontroversas’. Na manhã de hoje o tema era Sexualidade. Falou-se dela, de Sexo, Intimidade, de Amor e lançaram-se perguntas que algumas mentes presentes, aposto eu, nunca se tinham dignado sequer a pensar quanto mais responder.
O John Lennon disse uma frase espectacular e que eu subscrevo, ainda que com tristeza, pois vejo-me forçada a concordar com ele: Vivemos num mundo onde temos que nos esconder para fazer amor, enquanto a violência é praticada em plena luz do dia.
O John ia gostar da frase do Einstrein que diz que ‘as mentes são como pára-quedas: só funcionam correctamente quando estão bem abertas.’
E já que esta semana se falou em Encontros, esta música encontrou-me várias vezes nos últimos dias (e em locais e horas diferentes). Não deve ter sido por acaso! Eu que não conhecia a música, mas adoro azeitonas e mesmo depois de me terem dito que uma só tem 62 calorias, não me ralo nada e como um prato cheio se me apetecer. Ah... hoje de manhã também se falou em Desejo!
Aqui fica a música, pois ao que parece, há Encontros a que não conseguimos fugir.
Há 35 dias atrás falaram-me em Escolhas. Ontem falaram-me nesta palavra outra vez: E-S-C-O-L-H-A-S. ‘Por acaso’, hoje ouvi uma música de alguém que eu admiro bastante, e é ‘giro’ que o último nome dele seja quase um sinónimo de Escolhas.
Isto porque, na minha opinião, Escolhas implicam Mudanças e Mudanças são sinónimo de Variações. E sim, algo está a mudar.
Podes só olhar para esta imagem uns instantes?
Sabes o que vejo? Força, Coragem, e sobretudo Liberdade. Se vês e sentes o mesmo que eu ao olhar para ela, então é possível que seja altura de fazeres também uma Escolha.
Perguntas tu: Como é que eu sei que preciso de fazer uma Escolha, uma Mudança?
Eu respondo: Sabes, no fundo tu sabes.
Tu: Quando devo fazê-las?
Eu: Quando estiveres preparado. Eu sugiro o quanto antes. Já perdemos tanto tempo
Tu: Há algum lugar mágico onde possa procurar as respostas?
Eu: Sim, dentro de ti mesmo
Tu: Como faço isso?
Eu: Como eu fiz resultou. A receita? Peço-te para parares só um bocadinho. Fecha os olhos. Respira fundo. Vê. Sente.
Depois, pergunta a ti mesmo...
Onde dou por mim a dizer “sim” quando quero dizer “não”?
E sobretudo, pergunta: Onde dou por mim a dizer “não” por medo do que aconteça se disser “sim”?
É natural que te surjam dúvidas, inquietações. Ninguém disse que fazer Escolhas é fácil. Como te entendo. Já passei por isso. Sei como custa.
Acreditas que cheguei a inventar histórias para fugir de mim mesma? Eram histórias mirabolantes.
Hoje sei que eu só queria negar aquilo que sentia. Era Grande demais e eu achei que nem merecia algo assim. Depois, e ainda bem, cheguei a um ponto em que percebi que se tinha esgotado a minha imaginação.
E aí percebi que ninguém tem interesse nas histórias que conta a si mesmo para manter algo que vai contra a sua Verdade.
Sabes o que fiz nesses momentos mais complicados? Olhei a minha vida do lado de fora. Quando a vimos assim, ela é como as crianças antes de serem educadas pelos adultos: Ela percebe tudo e vê muito para além das ilusões que criamos para nós mesmos!
'O amor é uma companhia. Já não sei andar só pelos caminhos, Porque já não posso andar só. Um pensamento visível faz-me andar mais depressa E ver menos, e ao mesmo tempo gostar bem de ir vendo tudo.
Mesmo a ausência dela é uma coisa que está comigo. E eu gosto tanto dela que não sei como a desejar. Se a não vejo, imagino-a e sou forte como as árvores altas. Mas se a vejo tremo, não sei o que é feito do que sinto na ausência dela.
Todo eu sou qualquer força que me abandona. Toda a realidade olha para mim como um girassol com a cara dela no meio.'
... ontem bateu à minha porta e eu senti a dor fininha do seu frio. Hoje tinha um bilhetinho debaixo da minha porta que dizia:
'Aprende com a Natureza e vê como ela dotou os animais para sobreviverem ao Inverno.
Podes escolher: ou optas por desenvolver a habilidade de sobreviver diante de situações externas contra as quais nada podes fazer, ou escolhes lutar contra o vento, a chuva, o frio e o gelo.'
No bilhetinho estava ainda escrita esta frase: “O gelo é frio e escorregadiço e cintila qual vidro, qual gema. O campo coberto de geada é belo de ver.”
Já fiz a minha escolha. Escolho manter a minha individualidade e a integridade e confiar que as sementes que lancei germinem em silêncio e floresçam quando o momento for oportuno. Afinal o Inverno é apenas uma de Quatro Estações. Por agora, faço como o Freddie neste vídeo, e pisco o olho ao Inverno.
Quando ontem dizia que, tal como os celtas, havia de cantar, dançar e encher-me de alegria, não pensei que a noite ia ser ao som do samba! Isto porque só em Peniche é que Noite de Bruxas, abóboras, esqueletos e teias de aranha rimam com Carnaval!
Já estamos em contagem decrescente para Fevereiro, e mesmo sem máscaras, a folia foi rainha! Aprendi com a Maggie que há pessoas que têm certas partes do corpo em forma de coração (lindo!), e no Quebrado estive ‘Eléctrica’.
Como estas duas meninas cantam ao segundo 0:59…
Saí com ‘Alma Lavada de Fé e Choque de Alegria’ mas na ‘Corrente do Coração’, também adormeceu comigo a nostalgia.