Quando era pequena tinha um fascínio incrível por uma música cujo refrão era qualquer coisa como: 'Não vamos nada ao Taihti, é melhor ficar aqui Cai-te um coco na cabeça, aquilo não interessa.'
Tinha dois anos quando ouvi esta música e NUNCA me esqueci nem da melodia nem da letra. Ironicamente, nunca tive medo de cocos e sempre tive um fascínio por ambientes tropicais.
Hoje caiu-me um coco na cabeça! E o que descobri?
Que o seu conteúdo ainda é Puro, Transparente, Suave, Doce, em suma: Divino!
- 5 dias, - Uma viagem inesperada, - Mais uma mala feita na véspera, - Uma voz no avião que anuncia ‘Vamos aterrar e lá fora estão 13 graus negativos’. Devo ter ouvido mal! Não ouvi e não estavam menos 13 graus. Estavam menos 17! - Cinco Estrelas que me lembram que, apesar da distância, o céu permanecerá sempre o mesmo - Uma rua que me recorda a página em branco
O post ‘Amaciador’ não foi escrito no dia 1 de Abril, até porque acho esse dia muito pateta e creio que Mentira é sinónimo de veneno. Além disso, poucas coisas há tão nobres como a Verdade.
É Verdade que recebi uma proposta de união eterna. É Verdade que no primeiro momento disse ‘Sim!’. É Verdade que quem fez a proposta me deixa muitas vezes com um sorriso tóto no rosto, mas também é Verdade que uma união desta natureza deve ser firmada em Amor Divino não acham?
E o que é Amor Divino? Para mim, é qualquer coisa como nada mais querer ver além do sorriso do outro antes de dormir. É rolar na cama de madrugada e aquele sorriso encantado encontrar. É acordar pela manhã e só aquele ‘Bom dia!’ ser capaz de nos preencher.
Fiquei feliz com as reacções aqui no Blog e até sms de felicitações recebi. Porém, achei um pouco estranho que todos estivessem mais entusiasmados do que eu. Aí, como se costuma dizer, caiu a moeda fez-se um grande ‘Plim!’ dentro de mim. Giro foi, que também se fez um ‘Plim’ na outra pessoa.
Que bom é sermos realmente autênticos!
Não vai haver casório e estou mais feliz do que quando disse o ‘Sim!’.
Porquê? Porque não acredito em Felicidade postiça.
Entretanto, e como é quase Natal, já pedi ao Barrigudo que seja generoso comigo; que olhe bem para mim e pondere com carinho como acha que eu mereço ser presenteada.
Há dias pediram-me que escolhesse uma folha de uma só cor entre 5 cores: vermelho, branco, amarelo, verde e azul. Num grupo de quase 20 pessoas, fui a única que escolhi a folha branca. Justifiquei a escolha com 5 razões:
1) Branco como uma página em Branco à espera de futuro, 2) Branco do Vazio, 3) Branco do re(começo), 4) Branco da Paz, 5) Branco por ser uma cor que tolera bem todas as outras.
O exercício seguinte implicava fazer algo criativo com a folha de papel. Num impulso, amachuquei a folha com todas as minhas forças.
Ficou assim:
De novo as justificações foram pedidas.
Porque razão dei este destino (aparentemente fatal) à minha folha?
1) Porque por vezes é preciso amarrotar a Vida 2) Porque não quero uma vida lisa onde já conheço o amanhã 3) Porque um dia quero olhar para trás e contemplar orgulhosa cada marca e cada ruga da minha folha, sentir que nada foi em vão e que cada vinco tem uma história para contar. (18.Dezembro.2009)
O Universo hoje foi generoso comigo e colocou uma boa dose de amaciador na máquina de lavar. Ela continua às voltas comigo lá dentro, mas com amaciador a coisa leva-se melhor não há dúvida.
Hoje tive direito a:
- Um presente de alguém que quer ser recordado (não era preciso o presente, eu iria lembrar-me sempre de vocês!), - Palavras sinceras como ‘vai fazer muita falta’, ‘foi muito importante que tivesse passado na minha vida’, ‘não vou esquece-la’, entre outras que me fizeram chorar, - Jantar de Sushi com a minha Cinderela… E… a cereja no topo do bolo: .... Um pedido de casamento!
Este amaciador é marca branca, mas nem por isso foi menos eficaz!
PS1: Respondi ‘SIM!’ PS2: Já tenho madrinha (quero uns sapatos à altura para a cerimónia sim Cinderela?) PS3: Não, não vou contar mais pormenores! :P
Será? Hum… Dia 22 de Novembro escrevi aqui que o mar me sussurrou 5 palavras. Disse também que dia 12 de Dezembro saberia o que elas significam. Hoje é dia 14 e ainda não sei mas não faz mal pois:
- Conheço melhor o peso da palavra Confiança, - Acredito que a Incerteza pode ser mais serena que a rotina, - Sinto que nada supera a Verdade (mesmo que ela seja desconfortável), - Reconheço a dificuldade do Desapego, - Reafirmo mil vezes a importância da Fé.
Há pouco tempo comentei com alguém que nos últimos dias senti como se me tivessem colocado dentro de uma máquina de lavar roupa e carregado no botão ON.
Ali se fica, às voltas, voltas e mais voltas a pensar ‘E ninguém se lembra de parar isto? Ou ao menos pôr um pouco de amaciador???”.
Ainda dentro da máquina pensei que a vida por vezes é como a água que corre nos canos: Dura.
Ponderei seriamente se haveria de escrever este Post pois não é fácil escrever sobre certos momentos em que palavra nenhuma tem a força para exprimir o que nos vai cá dentro.
Resolvi fazê-lo por ti e pelas memórias que pediste que não fossem esquecidas. Num post recente eu falava da importância da pontuação. Neste momento, escolho substituir os pontos de interrogação que ficaram e recordar as nossas exclamações! Entre elas:
- A forma como me chamavas ‘Ó prima..’! - De quando te levámos ao Alentejo e deliraste ao comer ‘empremeada’! - Quando aos 7 anos te levei ao cinema a ver o filme das Spice Girls e saltavas na cadeira de tanto entusiasmo! - A viagem que fizemos da Arrifana até Lisboa onde passaste o caminho TODO a contar as anedotas dos Malucos do Riso! - Quando aos 11 anos te levei ao teu primeiro grande concerto e nos rimos quando te mandaram descalçar para verem se tinhas droga nos sapatos! - Quando brincavas com o facto de teres que te dobrar para me cumprimentar... Tu com o teu metro e noventa e eu com o meu metro e cinquenta e cinco! - A tua paixão pela Berlenga! - O inesperado convite para dançar no casamento do Janeka e como foi difícil acertarmos o passo. O motivo? De novo o teu metro e noventa e o meu metro e cinquenta e cinco! - Como fiquei orgulhosa quando escolheste uma música dos Guns n’ Roses como banda sonora para o convite de aniversário!
Aqui fica ela para ti Carlitos, meu primo caçula.
Deixo-te um até sempre e a certeza que haverá sempre Amor para Recordar.
A língua portuguesa é rica, mas estou há muito tempo a dar volta à cabeça e a tentar encontrar uma palavra que exprima o que os ingleses chamam de Closure.
No dicionário Closure significa fecho, fim. Para mim, não é necessariamente um fim, é uma sensação de página virada.
Hoje, sinto que é preferível ter na frente um Gigante Ponto de Interrogação, do que escolher colocar mais um conjunto de Reticências na Vida.
Assim, o virar da página é inevitável, mesmo sendo difícil abrir mão de certos momentos das nossas histórias, particularmente aqueles que achamos que poderiam ter um desfecho diferente.
Porém, o mais importante e essencial na minha Verdade, é que capítulos se encerrem e novas aventuras tenham início.